Objetivando ampliar
o repertório artístico dos alunos, as turmas de 7ª
e 8ª séries visitaram o MOM, na manhã do dia
18/05. Puderam conferir as exposições
Bispo
do Rosário e Imagens do Inconsciente, assuntos pesquisados
previamente no Laboratório de Informática, nas aulas
de Arte.
A segunda faz parte das comemorações de 100 anos do
nascimento da Dra. Nise da Silveira, psiquiatra brasileira que implantou
a Arte no tratamento dos distúrbios mentais, através
das sessões de Terapia Ocupacional, procurando uma alternativa
mais humana aos eletrochoques e lobotomias aos quais os pacientes
eram submetidos. Logo sua iniciativa deu frutos e surgiram criações
belíssimas, que deram origem ao Museu das Imagens do Inconsciente,
em 1952, no antigo Centro Psiquiátrico Nacional do Rio de
Janeiro. As turmas conheceram as obras de oito internos que se revelaram
artistas: Emygdio de Barros, Carlos Pertuis, Adelina Gomes, Raphael,
Fernando Diniz, Arthur Amora, Geraldo Aragão e Abelardo Corrêa.
Diz o folder:
" Nas instituições psiquiátricas
do mundo inteiro são rotulados como seres embrutecidos e
absurdos.
Apesar desta trágica concepção, deste abismo
criado pela ciência,
surgem do mais profundo da alma, imagens, as mais inusitadas e belas.
É a riqueza insuspeitada da criação desses
seres, que procuramos trazer a esta exposição"
Os interessados em aprofundar o assunto podem acessar o site
www.museudasimagensdoinconsciente.org.br,
no qual encontrarão o histórico do Museu, a biografia
da Dra. Nise da Silveira, exposições virtuais e outras
informações interessantes.
Quanto a Arthur Bispo do Rosário, sergipano, foi também
um paciente psiquiátrico, no Hospital Juliano Moreira, Rio
de Janeiro. Utilizava como matéria prima sucatas, trapos
de pano, objetos que recolhia de seu cotidiano de interno no hospital.
Foi marinheiro e lutador de boxe até que, segundo ele, Deus
lhe pediu que "reconstruísse o Universo". E assim,
depois de internado, passou meio século criando, utilizando
para isso tudo que lhe caía nas mãos. Não pretendia
fazer arte, mas sua produção ultrapassou as fronteiras
da simples ocupação do dia-a-dia de um esquizofrênico
e revelou-se criativa e autêntica. Um dos pontos fortes de
seu trabalho são os bordados, que paciente e meticulosamente,
enchiam metros e metros de pano. Já teve seus trabalhos expostos
no exterior e tem um Museu dedicado a sua produção,
no Rio de Janeiro.
A visita terá desdobramentos nas aulas de arte, através
de relatório, discussões e troca de idéias.
Afinal, é imprescindível abrir horizontes e rever
conceitos, no que a Arte muito nos pode ser útil, pois "ensina
a ver com outros olhos".